Seth Godin, “A fraude de Ícaro”

Capa de "A fraude de Ícaro", de Seth GodinEste é o segundo livro de Seth Godin que leio. Se estão recordados, anteriormente, li “We are all weird“, obra em que o autor explora a noção de marketing de nichos. Penso que dificilmente poderia ter tido uma melhor introdução a esta referência dos nossos dias.

Já este “A fraude de Ícaro”, penso que será um livro que levará algum tempo a ser entendido. Seth Godin, ele mesmo, adverte-nos: este não é um livro igual aos anteriores. É um risco que ele pessoalmente acolhe, podendo alienar os seus leitores habituais. O que vem totalmente a propósito, tendo em conta o tema que ele aborda.

O trabalho pode parecer um livro de auto-ajuda (e é-o, por vezes), mas para quem conhece o trabalho de Seth Godin, há algo mais aqui.

Para começar, este livro é todo um corolário dos trabalhos anteriormente oferecidos: a vaca púrpura, o cérebro de lagarto, a cauda longa, a nova weirness, o fim dos mass media, a crítica ao marketing, a revolução digital… todos os elementos godinianos, que ele explorou mais a fundo em outras obras, aparecem aqui, mas agora numa teia de relações recíprocas que dão razão de ser a todo um sistema lógico de ver a realidade.

Abordando a Arte como uma actividade de expressão individualista e, portanto, subversiva – para além da «mera» expressão estética – Godin propõe a libertação do potencial de cada um, num mundo que se está a virar de pernas para o ar, conforme abandona o paradigma da  economia de massas para abraçar a economia de ligação (uma realidade aumentada pela tecnologia, que vence barreiras físicas, económicas e burocráticas e que valora tudo segundo a relevância que as coisas têm para si).

Denunciando a vergonha como uma forma de manter o status quo, Godin contrapõe com a kamiwasa, o fazer com alma, mesmo que incorporando a  possibilidade do falhanço total. O erro nunca antes foi desmistificado com tanta elegância e ardor. É, no entanto, necessário abordar a obra sem grandes filtros de cinismo e tentar abarcar a sua mensagem informalmente, pois ele nele encontram-se pequenas surpresas, golpes de vista bastante úteis.

Se teve oportunidade de ler, deixe-nos a sua opinião. Entretanto, ouça o próprio autor a falar acerca da resiliência, essencial para os empreendedores, neste caso, sobre outro livro, o “Poke the box”.

Se gosta deste tema, aconselhamos:

Capa de We Are All Weird, de Seth GodinSeth Godin

We are all weird

 

 

 

Guy Kawasaki: capa do livro "Encantamento - a arte de criar emoções, ideias e atitudes vencedoras"Guy Kawasaki

Encantamento – A arte de criar emoções, ideias e atitudes vencedoras

Vogais Editora

 

 

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