The Pinstagram Guy: Webinar Como usar o Pinterest para aumentar o tráfego e as vendas, 12 de Dezembro

Logótipo do Pinterest

Recentemente falei-vos do meu álbum de Pinterest dedicado ao blogue. Para quem não sabe, o Pinterest é uma rede social que é profundamente visual. O feed é basicamete constituído por imagens (“pins”, de onde vem o nome “Pinterest”) que são agrupados segundo quadros (“boards”) como se afixássemos, essas imagens, com um pionés, nesses quadros.

Pinterest BoardEste webinar vai ficar marcado, para mim. E vão perceber entretanto porquê.Exactamente à hora combinada (21:00), Ivo Madaleno, conhecido como o The Pinstragram Guy, começou a sua sessão. Ivo Madaleno é provavelmente a pessoa mais conhecedora acerca de Pinterest em Portugal, mantendo toda a gente informada através do seu blogue, onde também aborda o Instagram, uma outra rede social (comprada pela Facebook), fortemente voltada para a imagem.

Ivo Madaleno Pinstragram Guy

O webinar começou justamente com uma pequena apresentação do webinarista: com formação de base em Economia, Ivo começou por ser praticante de hóquei no gelo, a partir dos 10 anos – actividade que levava profundamente a sério, pelo que se percebe da sua descrição dessa fase – até que entrou na faculdade e começou a dedicar-se mais profundamente aos seus estudos. Ficamos ainda a saber que terá tido uma das primeiras lojas online relacionada com gastronomia, dado o seu gosto – que ainda hoje mantém, a atestar pelos seus pins – em relação a esta área. Ainda tivemos oportunidade de ver uma foto do seu pequeno, antes dele se apresentar nas funções que actualmente exerce: blogger, formador e consultor de redes sociais.

Webinar Como usar o Pinterest para aumentar o trafego e as vendas

«Atacando» o tema do webinar, ele começou por colocar algumas premissas à cabeça: nem tudo é Facebook e é importante encontrar as ferramentas que melhor podem servir a estratégia da organização, em vez de procurar soluções automáticas; cada plataforma tem a sua própria língua nativa, que é preciso dominar, para se ser bem sucedido; por outro lado, há que encontrar modos de filtrar o que é importante, de modo a permanecer apenas com a informação que é realmente relevante.

O Pinterest é uma dessas ferramentas e é uma que está, segundo os números que ele apresenta, em clara ascensão: em Junho deste ano, contava já com mais de 70 milhões de utilizadores, sendo que 45% deste número é externo ao USA. O tráfego desta rede social é superior ao tráfego do Youtube, do LinkedIn e do Google Plus juntos, sendo que em termos de conversão, apresenta um valor médio de compra superior ao do Facebook e do Twitter (neste último, atingindo mais do dobro). Portanto, estamos a falar de uma rede social que merece ser considerada pelas marcas, pois é sem dúvida mais uma forma de criar uma ligação mais produtiva entre elas e os seus públicos. Acrescente-se que 80% deste tráfego são repins, ou seja, estamos a falar de uma rede social extremamente activa: conforme o Facebook fica cada vez mais e mais saturado, os públicos e as marcas olham em volta à procura de alternativas e o Pinterest apresenta-se como um forte candidato.

As vantagens de estar no Pinterest

Fonte: Business2Community.com – clique na imagem para ler o artigo original em Inglês

Assim, como tirar partido do Pinterest? Bem, passa tudo, antes de mais, por perceber o tipo de esquema mental que está presente nesta plataforma. Definindo-a como uma ferramenta que ajuda as pessoas a coleccionar, organizar e descobrir as coisas que amam, Ivo Madaleno indica-nos que as três maiores motivações manifestadas pelos utilizadores para estarem nesta rede são a necessidade de se inspirar, a capacidade que o Pinterest lhes dá de organizarem os seus desejos (através dos boards, onde as pessoas «pinam» as imagens segundo temáticas) e, finalmente, poderem estar a par das últimas tendências.

Nesse sentido, Ivo Madaleno sublinha a necessidade de compreender a interacção das marcas com os seus públicos no Pinterest não como estando sob uma lógica unidireccional de broadcasting, mas de diálogo – algo que os gestores de comunidades no Facebook por vezes não entendem em plena web 2.0. O objectivo não é mais interromper os fluxos dinâmicos do utilizador com mensagens do que a marca quer «impingir» às pessoas, mas, num nível superior, perceber onde é que a marca encaixa na vida delas, como meio de ajudá-las a perseguir e concretizar os seus desejos.

Assim, o Pinterest despoleta um processo em três partes: inspirar as pessoas, permitir-lhes coleccionar o que querem – principalmente através de wishlists – e, finalmente, incentivar-lhes a comprar. Tipicamente, com o crescente peso do digital na vida das pessoas, a tendência é em surgir uma compra – online ou offline – cerca de dois meses depois de ter sido sinalizado o interesse. Do ponto de vista do Pinterest, isto representa uma mudança de paradigma: se o motor de busca da Google é muito mais subordinado à estratégia do “procurar e encontrar”, no Pinterest a lógica é “procurar e fazer”.

Portanto, mais do que nunca, há que haver uma grande ênfase na procura da caracterização dos nossos nichos. O próprio Pinterest ajuda  na medida em que fornece uma ferramenta que permite saber quem está a «pinar» elementos do nosso site e o que está a pinar dele. O mesmo pode ser feito em relação à concorrência, permitindo-nos perceber ao que é que o nosso público-alvo é mais sensível ao ponto de lhe dar ensejo de partilhar nos seus boards.

Na sequência, Ivo sublinha a importância de facilitar justamente a partilha, quer através de plugins com os do Worpress – como o que têm em baixo, sempre no fim de cada artigo que vos levo – quer através da introdução do botão pin-it no layout das nossas páginas.

Uma forma de servir melhor os nossos segmentos-alvo passa por servir-nos dos rich pins, uma nova estratégia do Pinterest. Estes pins enriquecidos permitem-nos obter informação mais detalhada relacionada com o pin em questão. Por exemplo, num pin rico do tipo “receita”, além de ter a foto do prato, tenho acesso à receita e aos ingredientes que nela entram. Isso permite-me, por exemplo, na hora de fazer compras, ter sempre presente o que vou precisar, para fazer “aquele prato que vi no Pinterest”, já que posso aceder à conta através do site no pc ou, através da app, no tablet ou no smartphone (diga-se de passagem, o mobile tem um peso muito grande nesta rede social).

Um outro pin rico que promete dar que falar surge da parceria com a Foursquare, a rede social de geolocalização: agora, é possível associar pins a mapas, criando-se assim, listas de restaurantes ou cafés do nosso agrado e, por que não, roteiros?

O webinar passou ainda por alguns estudos de caso de empresas que usaram o Pinterest na sua estratégia e obtiveram sucessos estrondosos com isso, como é o caso da Target e da Sephora. Esta última, aliás, investe profundamente no Pinterest, tirando pleno partido dos rich pins.

Campanha Pinterest da Lowe's para a Black Friday: boards que se vão revelando progressivamente

A Lowe’s, por exemplo, preparou-se para o evento Black Friday (um evento de origem Americana em que as marcas baixam radicalmente os preços de certos produtos), com uma estratégia em três fases, mostrando primeiro um board só com as silhuetas dos produtos, numa segunda fase, uma foto com os produtos que iriam ser alvo de promoção e finalmente, uma foto com os produtos e os respectivos preços, mas ainda sem possibilidade de compra.

Top offline das lojas Nordstrom, composto pelas preferências das clientes online no Pinterest

Finalmente, noutra abordagem, a Nordstrom decidiu experimentar em algumas lojas colocar um top com os seus produtos preferidos no Pinterest. A experiência foi tão bem sucedida que já foi estendida a todas as lojas da empresa e ainda foi criada uma marca que permite gerir os stocks destes produtos em loja, para que não seja feita a promoção do produto e este não esteja disponível para compra.

Para aquelas marcas de serviços, Ivo Madaleno dá a sugestão, por exemplo de criar pns extremamente apelativos com fórmulas do tipo “antes e depois” e deu o exemplo de personal trainers, cabeleireiros, restauradores de peças de mobiliário, etc.

Pinterest Before and After

Acima de tudo, convém criar uma página em business.pinterest.com com uma boa descrição da marca (dentro de 160 caracteres) e, por que não, com algum incentivo à acção. Estes perfis aumentam bastante o ranking da marca em termos de SEO (search engine optimization), o que significa que estar no Pinterest não limita a estratégia de “estar no Google” até aqui seguida: bem pelo contrário, complementa-a com mais um acesso ao público.

Tendo em conta que os pins são, acima de tudo, imagens, Ivo Madaleno não poderia deixar de focar a importância de boas e grandes imagens, com qualidade e apelativas, de preferência mais altas do que largas – o que só por si mostra a diferença em relação ao Facebook e ao Google Plus, em que a lógica é inversa ou o Instagram, cujo formato é tipicamente quadrado:

sacred-geometry

Sacred Geometry – uma das minhas fotos no Instagram

Este webinar é basicamente uma introdução ao curso totalmente online sobre Pinterest que Ivo Madaleno desenvolveu. No fim do webinar foram sorteados três cursos. Ora eu tinha-vos dito que este webinar iria ficar marcado, para mim. Pois é bem verdade: eu fui um dos felizes contemplados e estou ansioso para começar o curso, que, pela descrição do mesmo, é bastante detalhado.

Para obterem mais informações sobre este curso, deixo-vos o link. Não posso deixar de salientar que o preço está em promoção, por isso, aproveitem. Esta vai ser a segunda edição do mesmo, sendo que a primeira esgotou rapidamente.

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