XXIV ISCULTURAP, 5 de Novembro (Continuação)

E assim, regressados do almoço, demos de caras com um simpático e bem-disposto Luís Simões da getSkilled e associado ao programa de valorização pessoal FW: Move Yourself,para um workshop com o convidativo tema de “Como fazer um pitch”.

Luis Alberto Simões, da getSkilled

E que melhor forma de começar um workshop destes do que convidar dez pessoas a fazer o seu pitch? Pois é… dez pessoas (das quais eu fui uma) apresentaram-se perante uma data de estranhos em menos de um minuto.

Este pequeno exercício – ou não fossem os workshops de carácter eminentemente prático – serviu para colocar toda a gente do lado de quem assiste a um pitch, o que serviu de trampolim para a tese de Luís Simões: um pitch é tanto melhor quanto mais se aproxima da pessoa que se apresenta.

Começando pelo básico, Luís levou-nos a ver o pitch como uma variante do storytelling: fazer um pitch, «vender-nos», não mais é do que contar a nossa história. Mas mais do que explicar “o que vivi” é transformar isso numa narrativa que explique “o que é que aprendi com isso”.

getSkilled logoLuís coloca-nos de seguida a questão: o que é mais importante? O que se diz ou como se o diz? A questão não é nova, porém, aponta para um dos nossos maiores problemas: focamo-nos tanto no conteúdo da mensagem, que esquecemos que uma boa parte do que as pessoas retêm é o modo como comunicamos. Na realidade, ainda que as várias investigações não concordem em termos do grau exacto em que assim é, a verdade é que todas concordam que a esmagadora maioria do que comunicamos é não verbal: são os gestos, a expressão facial, a roupa, a distância, a postura, o tom de voz, o ritmo a que falamos, etc, etc, etc.

Assim, o modo do pitch deve ser pensado: um pitch também deve reflectir a própria personalidade de quem se apresenta: deve ser irreverente para quem quer ser visto como tal, estruturado para quem é organizado.

Aqui, entramos na questão seguinte: ainda que haja crise, os empregadores procuram pessoas focadas, que estão a candidatar-se àquele posto em particular. Nesse sentido, é necessário pensar o pitch em termos de quem o vai ver. Ou seja, convém que se escolha um destino de pitch que coincida com a nossa personalidade, as nossas ambições, etc.

Logótipo da Move Yourself FW

Tudo isto vem de encontro à questão da adequação: as pessoas têm acesso a informação em excesso. Então, o que procuram é o sumo de tudo isso, aquilo que é realmente válido e relevante para elas. É por isso que é necessário saber compor, da nossa vida toda, a história que queremos que nos represente.

Tudo isto é o que está envolvido na criação do pitch, mas o tema não se esgota aqui: é necessário ter em conta, depois, o próprio momento da apresentação. Luís Simões tranquiliza-nos dizendo que é natural sentir nervosismo, até para quem está habituado.

Por isso, a seguir, foca-se na questão mental do pitch: sugere a preparação antecipada, para que o estudado saia natural – e não mecânico, como a maioria dos pitches começa a soar hoje; sugere também enganar a mente com o corpo, evitando posturas físicas que levem a um sentimento ainda mais defensivo ou fragilizador.

Dá alguns conselhos quanto à postura física a ter, evitar a agressividade na voz – a maior parte das vezes, reacção ao nervosismo – e à forma de se deslocar no espaço disponível. Para finalizar e já em período Q&A, Luís Simões salienta a importância de se ser consistente, mais uma vez.

A seguir a esta conferência tivemos de Daniela Monteiro. Ela está envolvida no projecto Start-up Pirates, que, por acaso, já tivemos oportunidade de referir. Esta conferência foi integrada no conjunto de conferências do curso de Comércio Internacional e teve, como tema, o mote “Empreendedorismo e Internacionalização”.

Logótipo da Startup Pirates Porto

A escolha da Start-up Pirates para debater este tema não poderia ser mais a propósito. Daniela Monteiro entrou na questão, falando da importância de se procurar identificar problemas, apresentando-se cada proposta como algo que traz valor a quem a recebe, por colmatar as necessidades subjacentes a esses problemas.

Toda a conferência foi em volta da necessidade da questão de nos reprogramarmos mentalmente, para uma outra atitude: ter uma mentalidade voltada para o exterior desde o primeiro momento, apostar no networking, dar-se a conhecer e assentar o negócio num modelo que seja sustentável.

Daniela ainda reforçou a importância de perceber o contexto em que se está, de modo a perceber de que modo nos podemos destacar positivamente, contribuindo para o desenvolvimento daqueles que, connosco, partilham esse contexto. Falou também acerca da exigência que é preciso ter com nós próprios e o quanto “qualidade” não se refere apenas ao que fazemos, mas também a com quem o fazemos – isto é, os nossos parceiros.

Daniela Monteiro, da Startup Pirates, do Porto

Na extensão, e concretizando para o seu caso pessoal, demonstrou-nos como a Start-up Pirates ajuda a enfrentar estes desafios com três ferramentas específicas: o Start-up Pirates propriamente dito, evento que dura uma semana e serve de workshop para jovens empreendedores perceberem o que é um negócio e como ele se constrói; a Start-up Tour, que no fundo é um programa que permite o acesso aos melhores ecossistemas empresariais de empreendedorismo do mundo; e, finalmente, o Start-up Exchange Program, um programa de intercâmbio, que procura aumentar as sinergias entre projectos nacionais e estrangeiros.

Um dos convidados seguintes, Rafael Pires, viria justamente falar demonstrar uma das ferramentas que a Start-up Pirates utiliza, no apoio àqueles que a procuram.

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