Betatalk October, 16 – Edifício AXA, Porto

Logótipo das Beta talks, as tertúlias sobre empreendedorismo da Beta-i

E, tal como prometido, cá está a cobertura da segunda Betatalk do Porto, desta vez, no edifício AXA, na famosa Avenidas dos Aliados, no Porto, bem próximo da Câmara desta cidade de que tanto gosto.

Fachada frontal do Edifício Axa, em contrapicado

Tal como na edição anterior, este encontro informal foi organizado pela Beta-i e pela Tymr, em conjunção com a Event Point.

tymr

Desta vez, tivemos o prazer de conhecer não dois casos de empreendedorismo, mas quatro. Sim, quatro! Por isso mesmo, e em virtude da justiça, vou procurar cobri-los a todos de igual modo, evitando ser extenso. Por isso, decidi fazer uma experiência e dividir esta cobertura em várias páginas. Digam-me depois o que acharam da ideia.

Logótipo da Beta-i

Vamos rapidamente perceber que estes quatro testemunhos estão, de algum modo, relacionados entre si. O tema subjacente a esta Betatalk foi claramente o Empreendedorismo Social.

Event_point_logo

Mais uma vez, a Event Point brindou os presentes com a oferta da sua revista, dedicada à área da Gestão de Eventos. O pack incluiu a revista em Português e a sua versão em Inglês, a pensar na internacionalização.

As duas versões da revista da Event Point: a Portuguesa, e a nova, em Inglês

O Professor Carlos Magno disse, numa conferência sua a que assisti, que a melhor forma de perder tempo, em Portugal, é chegar a horas. Efectivamente, o evento começou meia hora mais tarde do que o previsto. O que não deverá ser imputável à organização, na minha opinião, mas à nossa costumeira mania de chegar atrasado a eventos, uma das piores características Latinas dos Portugueses, na minha opinião.

Mariana Almeida, da Up de Paranhos

Tivesse começado a horas, e 70% do público teria perdido a participação da Mariana Almeida, da Junta de Freguesia de Paranhos, que nos falou acerca do UP! – Unidade Empresarial de Paranhos.

Ela explicou-nos como o Up! começou por ser um projecto que importava o conceito do The Hub, uma rede estrangeira de coworking. O conceito de coworking traduz-se por ser “um modelo de trabalho que se baseia no compartilhamento de espaço e recursos de escritório, reunindo pessoas que trabalham não necessariamente para a mesma empresa ou na mesma área de actuação, podendo inclusive reunir entre os seus usuários os profissionais liberais e usuários independentes.”

Ela explicou-nos como começaram com um contrato de três anos com o projecto The Hub, mas que tiveram de tornar-se autónomos, conforme a natureza jurídica daquela organização se alterou e se tornou impraticável a relação entre os dois grupos, obrigando a uma redefinição do projecto da Câmara de Paranhos.

Usando um nome foneticamente semelhante, que carrega um sentimento extremamente positivo – essencial nos dias que hoje correm – reaproveitaram uma antiga escola primária, para se tornar um local de incubação de empresas.

Neste espaço, todos aqueles que desejem ter um espaço físico para sediar a sua start-up, encontram diversas vantagens, sobre as quais vou debruçar-me um pouco, pois podem interessar a algum de vós:

  • Rendas de valor bastante reduzido (desde €120 por ano, correspondente a 5 horas de utilização mensal, até €120 por mês, correspondente ao pacote ilimitado);
  • Horários de utilização flexíveis (os membros podem usar as instalações, mesmo em momentos fora do horário «oficial»);
  • Rendas flexíveis (o pacote mensal é revisto a cada mês, o que significa que só paga pelo que prevê que vá realmente utilizar: se vai estar substancialmente fora do escritório num dado mês, pode passar para qualquer pacote, incluindo o mínimo, nesse mês; se prevê que vai usar mais o escritório, num dado mês, pode requisitar um pacote superior para esse mês);
  • Isenção do pagamento de serviços de limpeza ou condomínio;
  • A possibilidade de evitar contratações externas, por poder eventualmente usufruir dos serviços de outras start-ups com as quais partilham espaço;
  • Salas que podem ser usadas como salas de reuniões, de formação ou de conferências.

É ainda possível, por uma taxa adicional de €96/mês, domiciliar a empresa à morada da Up!, para, por exemplo, recepcionar encomendas. Aos que optam por esta solução, o telefone físico da Up! é também disponibilizado ao serviço da start-up: o atendimento é sempre feito em nome da Up!, mas depois a chamada é passada ao responsável da empresa com quem a pessoa deseja falar.

Finalmente, apesar das organizações se terem separado, os membros do Up! têm a possibilidade de usar as instalações do The Hub, gratuitamente, caso necessitem. Como vêem, é todo um pacote de vantagens, criado ao serviço daqueles que têm um sonho empresarial e estão dispostos a trabalhar para que ele se torne realidade.

A prova de que o projecto funciona e satisfaz os seus «clientes» é que tivemos uma participação espontânea – pelo menos, assim pareceu – de um membro de uma das start-ups da Up!, que se levantou para confirmar o quanto o projecto é uma mais-valia para os empreendedores. Lamentavelmente, não se identificou.

Continuação | Fim

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