ClickSummit, 2014, 21 de Novembro: Ivo Madaleno – Como usar o Instagram para o seu negócio (página 3)

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# O Poder das Hashtags

As hastags são uma forma incontornável de expandir uma rede, daí elas serem integradas em redes como o Twitter, o Google Plus ou até o Facebook. Ivo Madaleno cita uma pesquisa que mostra que – até determinado número – quanto maior é o número de hashtags com que marcamos uma foto, maior é o número de interacções que estas obtêm. O Instagram faz particular uso delas e permite usar até 30 hashtags em cada foto – apesar de não ser aconselhável usar o número todo.

Hashtag no Instagram

O orador distingue três tipos de hashtags:

  • de marca ou próprias (o que não significa que se possa registar uma hashtag – uma vez criada, é do mundo): são hashtags criadas estrategicamente por uma dada marca, para se promover, para promover um evento seu ou em que aparece ou um produto ou serviço que têm, por exemplo;
  • específicas de indústria ou de nicho – são aquelas que já pertencem ao próprio mercado em que se trabalha e que é importante incluir, para aumentar o espectro de influência, o reach da conta, pois permitem mais facilmente que utilizadores interessados no mesmo tema mais facilmente nos encontrem;
  • trending – aquelas que durante um dado período se tornam populares, congregando utilizadores à volta desse tema;

As hashtags são, no fundo, hipertexto, em que podemos clicar. Ao entrar nelas, entramos num feed de conteúdos dispersos, agregados à volta do tema que a hashtag representa. Ivo Madaleno dá um exemplo de duas hashtags que criou: #instadica (como o nome sugere, dicas de Instagram) e a já referida #pinstaguy.

Em relação às hashtags de indútria ou nicho, ele indica que deve ser feita alguma pesquisa, para se saber quais são as melhores a usar, mas normalmente estão, antes de mais, relacionadas com o próprio contexto.

Exemplo de Throwback Thursday

Exemplo de Throwback Thursday

Exemplo de hashtags de tendência ou trending, que já são clássicos, são a #outfitoftheday (outfit of the day – popular no mundo da Moda) e que destaca uma dada indumentária) e a #tbt (throw back Thursday – em que se partilham imagens antigas de nós mesmos, com resultados às vezes hilariantes).

Podemos juntar-nos a estes temas e até interagir com que está a falar acerca deles, mas claro que é preciso pensar a entrada nestes tópicos quentes com alguma estratégia. Se não for possível criar uma ponte com a própria marca, não há grande razão para intrometer-se, sequer.

As hashtags são uma óptima forma de promover um evento e de congregar pessoas à volta dele

Um aspecto interessante das hashtags, principalmente nos eventos, especialmente quando estes são grandes, é estas potenciarem o networking (daí também serem tão encorajadas): ao entrarmos na hashtag, podemos encontrar pessoas que nos interessam contactar, que, ainda por cima, estão naturalmente mais disponíveis para a interacção. Portanto, é bom tê-las sempre presentes e fazer bom uso das mesmas.

A melhor forma de ter uma boa estratégia de hashtags, é

  • fazer uma pesquisa das que são mais relevantes para o público-alvo
  • aproveitar o conteúdo gerado por utilizadores
  • preparar eventos (antes, durante e depois) com hashtags

Será necessário colocar hashtags em todas as fotos? Não será algo trabalhoso demais? Bem, sim, convém, porque o reach pode realmente compensar. Mas é importante fazê-lo sempre com estratégia. Ivo Madaleno deixa algumas sugestões:

  • Não colocar hashtags ao acaso consoante se lembra de o fazer, no momento – muitas vezes, aquelas de que nos lembramos não são as melhores. Portanto, faça uso de um bloco de notas – por exemplo, o Evernote – e aponte aquelas que detecta ou se lembra que poderão ser interessantes explorar num ficheiro, separado-as por temas.

Pode simplesmente copiar e colar dessa nota as hashtags todas ou, se puder definir atalhos de teclado, que passam as hashtags toda que temos guardadas na nota para o post, faça-o. Use uma boa combinação de letras, que lhe lembra o assunto, como por exemplo “F+O” para “food”.

  • As hashtags também permitem reavivar conteúdos antigos. Insira uma nova hashtag num post já com algum tempo, porque este vai aparecer no topo desse feed como se tivesse acabado de ser publicado. Sublinhe-se que os feeds de hashtags são muito usados pelos utilizadores do Instagram.

Não exagere nas hashtags dos posts do Instagram

Também pode colocá-las, em alternativa, nos comentários, mas não as adicione todas de uma vez. Adicione uma a uma, para ir mantendo a publicação com reach e mesmo até para que teste quais é que funcionam melhor. Se simplesmente as acrescentar todas de uma vez, pode ser lido como sendo um spammer.

Um exemplo de que o orador particularmente gosta quanto se fala de bom uso de hashtags, é o Instagram-takeover da Swiss Airways nos Never Motor Show. Ela entrou na hashtag do evento – que é alheio à sua área de negócio, repare – mas publicando imagens que mostravam voos que forneciam para a ocasião.

Isto permitiu aos visitantes reservar esses mesmos voos e, assim, ajudar a marca, porque esta atitude não foi vista como invasora, mas útil. A criatividade relevante desta experiência ainda hoje traz bom nome à marca. Portanto, há muita forma interessante de explorar as hashtags – não só no Instagram, mas em todas as redes que as usam.

#3 – Que conteúdos?

Nada disto é útil, no entanto, se não tivermos bons conteúdos, claro. Neste caso, fotografias e vídeos curtos, como já dissemos. Uma boa ideia para promover um conteúdo, é fazer uma série de fotos que tenham um tema em comum – por exemplo, um evento, uma causa, uma história, etc.

Também podemos criar esta linha de coerência unificadora através de um objecto que aparece em todas as fotos – um nosso produto, por exemplo – uma cor, um detalhe, um enquadramento, uma forma, etc. O limite é a nossa imaginação, claro.

Exemplo de uma foto #Instasymbology, do utilizado @joselourenco

Um exemplo de uma causa, é o da Paypal, que apoia a adopção de animais através de uma série de fotos. Outro caso, é o user @joselourenco com a serie #instasymbology, que usa a simbologia do Instagram em fotos da vida real – que lhe valeu um feedback da própria plataforma.

Num outro prisma, a @dunkindonuts, com o tema Point of View, convida os fãs a interagir com a marca, publicando fotos dos seus copos de bebidas. Esta interacção é, inclusive, muito comum, no estrangeiro (ainda, infelizmente): as marcas incentivam os clientes a partilharem estas fotos, porque são um “boca-a-boca em esteróides” (Gary Vaynerchuck)

Algumas dicas para criar a séries:

  • Faça a série toda de uma vez, mas partilhe sequencialmente. Isto permite ter logo uma série de conteúdos disponíveis, prontos com antecedência, que vão sendo libertados estrategicamente;
  • Use a Dropbox, para fazer o upload das fotos para uma cloud, onde elas ficam disponíveis para serem acedidas posteriormente e assim, eventualmente manipuladas em software mais avançado

Schedugram e Latergram, duas apps que pode usar para gerir melhor futuras publicações no Instagram

  • Use uma app como o Schedugram ou o Latergram, para agendar posts. A API do Instagram não permite que estas façam o agendamento directamente: o Latergram dá uma notificação, para que seja feito o post; o Schedugram funciona entrando na nossa conta e postando por nós, como se fosse uma pessoa real a publicar. Não são ainda soluções ideais, mas ajudam bastante.
A 6pack Guide faz um uso criativo do seu feed de imagens, organizando-as sempre em colunas temáticas. Neste caso, temos três colunas: na primeira, fotos de exercícios, na segunda, diagramas dos mesmos, na terceira, alternadamente, fotos de comida saudável e antes-e-depois

A 6pack Guide faz um uso criativo do seu feed de imagens, organizando-as sempre em colunas temáticas. Neste caso, temos três colunas: na primeira, fotos de exercícios, na segunda, diagramas dos mesmos, na terceira, alternadamente, fotos de comida saudável e antes-e-depois

Finalmente, Ivo Madaleno deixa-nos uma série de 23 apps que podem ser usadas ao serviço da estratégia do Instagram, num pdf, para download gratuito.

Key takeways

  • Criar uma boa bio, porque é a primeira impressão que as pessoas obtêm quando visitam o nosso perfil
  • Potenciar a conta e os conteúdos com hashtags, como forma de expandir o alcance, chegando a novos públicos
  • Postar bons conteúdos, relevantes e criativos, estimulantes para o público e menos focados em vender produto de forma crua, para assegurar que os seguidores permanecem nas contas e interessados na marca

Ivo Madaleno é um apaixonado quer pelo Instagram, quer pelo Pinterest. Portanto, é sempre bom ouví-lo falar sobre estas mesmas redes sociais, pois é nelas que ele mais se tem especializado, como mais ninguém, em Portugal. Nesta conferência, ele conseguiu explicar, de modo pragmático, como podemos usar mais esta ferramenta, para servir e construir a reputação das marcas eficazmente.

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A próxima conferência a ser libertada é do Paulo Colaço, com o nome “Escrever discursos: passar a mensagem“. Subscreva agora, para poder receber as notas desta e das restantes conferências que iremos cobrir.

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