ClickSummit, 2014, 20 de Novembro: Luís Spencer Freitas – A transformação das organizações para endereçar o digital (página 3)

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Por onde começar?

Mas estão as empresas a servir-se das melhores soluções?

Bem, quando tal é perguntado, a maioria das respostas condensa-se em uma de três proposições: “a minha agência digital não corresponde”, “o meu chefe não entende não entende a importância do digital” ou ainda “os meus funcionários não entendem a importância do digital”. Parece-vos familiar?

Comece por aceitar a realidade

Antes de apontar o dedo à sua agência, veja se fez o trabalho de casa todo

A resposta? Segundo o orador, a culpa, na esmagadora maioria das vezes, começa na própria organização, transversalmente: deve existir uma conversa que envolva toda a gente, em que se comece reconhecendo o que não se sabe. E neste ponto, Luís Spencer Freitas ataca directamente outro dos maiores problemas, a par das buzzwords, que empestam o meio do marketing/comunicação digital: não há pessoas que entendam tudo de digital, não há gurus. Conselho do Blogue: se encontrarem alguém que vos diz isso, fujam dele como uma criança deve fugir de um estranho que lhe quer oferecer doces se ela entrar no carro dele.

A mudança começa de dentro para fora

E começa quando se começa a perceber quem é que tem os perfis de competência, as estratégias, a tecnologia e a liderança certas. E normalmente, as empresas optam por recorrer a serviços externos, como sabemos, o que não seria grave se as organizações conseguissem reter o conhecimento que vai sendo integrado na estratégia desta forma, bem como o próprio pessoal, que, num mercado de trabalho cada vez mais volátil, está ele próprio em movimento.

A mudança começa de dentro para fora

Mas o mais grave, na nossa opinião, porque é um problema de filosofia de base, será talvez o não se questionar o «sucesso»: enquanto as organizações regozijam-se com o métricas como número de seguidores, partilhas, etc. mas não são capazes de as traduzir em termos do que isso devolve para o incremento de valor da marca – seja por consciencialização da marca, retorno de investimento ou o que quer que seja – alguém, na estrutura deveria estar a questionar (e as pessoas devem, segundo o orador, ter a possibilidade de questionar abertamente seja quem for nas organizações) como é que tal pode ser chamado de “sucesso”, então?

Enquanto não for possível trocar «dólares teóricos» da internet por números que efectivamente possam ser apreciados – e não têm de ser exactamente todos económicos, propriamente – estamos sempre a falar de imponderáveis.

Aos poucos, acordamos do torpor que todo o redemoinho da internet que nos envolve e percebemos que, com as devidas adaptações, continua a ser importante perceber o que é o sucesso para cada organização e, nesse contexto, interpretar as métricas, em vez de as ver como fim último da actividade.

Então, o que deveria estar a ser discutido?

Começar a conversa certa

Sessões participativas são mais ricas, mais produtivas

Como dissemos, deve haver uma conversa profunda e alargada a toda a organização, em que se considera as pessoas (os stakeholders mais importantes), em que medida a própria cultura organizacional está a limitar ou a impulsionar esta mudança e em que sentido deve mudar para acolher essa mesma mudança, quais são as ferramentas necessárias para atingir o sucesso – finalmente, o que é que significa “sucesso”, quando os três primeiros níveis estão todos articulados?

A que se assemelha o sucesso?

Para saber se está a ter sucesso, defina o que é "sucesso", para si, primeiro

Deixe os dados falarem por si mesmos: que lhe dizem? Em que medida está a ser focado o suficiente? Quanto é que sabe realmente, do que deveria saber, para lá do conhecimento não fundamentado em dados? Em que medida está a questionar as suas métricas – isto é, existirão outras métricas? E as que está a usar são as adequadas para a sua realidade ou está a seguir a manada porque alguém disse um dia que essas eram as métricas a seguir?

Abrace os »quintais»

Os quintais ou silos vão continuar a existir, independentemente do que as empresas dizem: o melhor é aprender a viver com eles e a tirar o melhor partido possível da sua existência. Identifique líderes de opinião, elementos de destaque – seja qual for a sua senioridade ou cargo – pessoas com capacidades que devem ser trazidas para a discussão, em vez de artificialmente tentar terminar com o paroquialismo, porque isso só vai criar paróquias diferentes.

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A próxima conferência a ser libertada é do Paulo Colaço, com o nome “Escrever discursos: passar a mensagem“. Subscreva agora, para poder receber as notas desta e das restantes conferências que iremos cobrir.

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