ClickSummit, 2014, 20 de Novembro: Luís Spencer Freitas – A transformação das organizações para endereçar o digital (página 1)

Clicksummit 2014: o primeiro evento de Marketing Digital, de várias conferências sucessivas a longo de vários dias, em formato digital

A conferência do Luís Spencer Freitas foi a última do primeiro dia do ClickSummit 2014. E é uma conferência que, apesar da curta duração (pouco mais que trinta minutos), está carregada de informação.

Para mim, torna-se difícil ser totalmente imparcial em relação ao Luís Freitas: não é fácil passar por cima do facto que o ele trabalha, actualmente, com a Pernod Ricard, a empresa que está por trás, como ele – e muito bem – disse, de várias marcas de topo do sector das bebidas, como Ballantine’s, Chivas Regal, Beefeater, Jameson, Malibu… e, claro (algo que provavelmente não sabiam acerca de mim), uma das minhas marcas-fetiche: a Absolut Vodka (já agora: ainda guardo a esperança de um dia, vir a ser útil – wink wink).

A emblemática garrafa da Absolut Vodka

A emblemática garrafa da Absolut Vodka

 

Além disso, ele é fã do “Estranho mundo de Jack”, um dos filmes mais emblemáticos de Tim Burton, realizador de cujo outro filme, já usei uma imagem para ilustrar um artigo sobre a evolução das organizações.

Luís Spencer Freitas, conferencista do ClickSummit 2014, com o tema "A transformação das organizações para endereçar o digital"

O Luís é Português de gema, mas vive em Nova Iorque. Neste momento, ele é Regional Consumer Experience Director (áreas do Norte e Sul da América) da empresa e, empossado desse cargo, dedica-se a diversas actividades, entre elas, determinar o papel que o digital representa em cada uma das marcas, seja interna ou externamente, do ponto de vista do marketing, quer em termos conceptuais, quer em termos práticos. O que é, basicamente, o que ele nos traz como tema de hoje.

O Tópico

Dentro do vasto tema que se propunha tratar (a introdução do digital na orgânica das marcas, como está bom de ver), Luís Freitas decidiu-se por uma abordagem mais focada: abordar as marcas enquanto entidades com necessidades digitais, para então se debruçar sobre o modo como estas assimilam, na sua genética, o digital – se internalizam ou subcontratam soluções, se gerem bem a relação na subcontratação desses serviços, etc. Palmas já só pela lufada de ar fresco.

A metáfora de partida foi a das relações: sob o mote “não és tu, sou eu”, o Luís fez a analogia com as separações afectivas, em que diplomaticamente dizemos ao outro com quem rompemos que a culpa é nossa por não estarmos à altura da relação, quando, interiormente, sentimos que é o/a outro/a que está a falhar, a dar menos, a ser menos perfeito/a.

Muitas vezes, dizemos que o problema somos nós, quando, na realidade e de modo passivo-agressivo, acreditamos que a culpa é mesmo da outra parte, mas não queremos admití-lo.

“Não és tu, sou eu. E com isso quero dizer que és tu.”

De modo equivalente, segundo o orador, a maioria dos falhanços de que as empresas que investem no digital se queixam advém não das agências que contratam mas do seu próprio desfasamento em relação às exigências do digital: as empresas-cliente esperam que os elementos que lhes faltam internamente sejam «magicamente» materializados com a contratação de uma agência digital – que, por mais especializada no ramo que seja, bem pelo contrário, necessita, isso sim, de encontrar já uma estrutura que consiga acolher a sua intervenção de será sempre de dentro para fora.

Quem lida com o mercado real tem de concordar e agradecer ao Luís pela franqueza: quantos não conhecem empresas que ignoram o site, porque “a página de Facebook já serve”? Ou, como a Camila Porto refere, empresas que acham que presença no Facebook é postar erraticamente e com conteúdos até pouco relevantes? Canso-me de tentar explicar que o digital, para além do saber teórico e prático específico que envolve, é uma atitude mental, uma postura da qual depois tudo pode decorrer.

Contexto

O consumidor mudou

Mais uma vez, Spencer Freitas conquistou o meu interesse: saltando a sofridamente reiterada enumeração que se espera sempre nestes momentos, de uma série de elementos que nós – espectadores do ClickSummit – já teríamos obrigação de saber sobre pontos em que o cliente mudou com o digital, ele sugere-nos que googlemos essa busca, caso ainda exista alguma dúvida quanto a isso.

Farto de slideshows que andam sempre à volta do mesmo

Aliás, se tem uma marca e se ainda tem dúvidas que o cliente mudou, bem… combine um café comigo, porque vamos ter mesmo de falar (o slide tinha um gráfico com uma pronunciada ascensão do uso da internet nos últimos anos e dizia, ao lado, em Inglês “inserir slide óbvio e redundante acerca dos novos hábitos de consumo que toda a gente já viu 1000x”. Veja o slideshow que o Luís amavelmente colocou no Slideshare, entretanto).

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A próxima conferência a ser libertada é do Paulo Colaço, com o nome “Escrever discursos: passar a mensagem“. Subscreva agora, para poder receber as notas desta e das restantes conferências que iremos cobrir.

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