ClickSummit, 2014, 20 de Novembro: Camila Porto – 5 motivos para seu negócio investir no Facebook (página 2)

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Erro #1 – Não dar importância ao Marketing Pessoal no Facebook

Camila Porto aborda a negligência com que os profissionais se debruçam sobre a sua própria marca pessoal nas redes sociais.

Adicionar desconhecidos sem se apresentar

Se a pessoa não sabe quem é, você é um desconhecido. Tenha isso presente quando faz um pedido de amizade.

Quem é você?

Aqui, a oradora dá um conselho que, não obstante ser do âmbito da própria boa educação e até do bom senso, é muitas vezes negligenciado: quando se pede amizade a alguém, faz todo o sentido perder um minuto a mais a cuidar da apresentação àquele a quem se pede amizade, tornar clara a razão pela qual se está a fazê-lo e até incluir elementos que podem incentivar a pessoa visada a aceitar o dito pedido.

Refira-se que há sempre a possibilidade de seguir, em vez de adicionar a pessoa propriamente. Torna-se uma relação algo unidireccional – o seguido não recebe as postagens do seguidor, mas o seguidor recebe as do seguido – mas acaba por ser menos constrangedor para ambas as partes. E, nós próprios, somos da opinião, que, se tal for suficiente – até porque há um limite do número de pessoas que podem ser nossas amigas (5000), acresentamos – mais valerá optar por ela.

Marcar pessoas em posts de publicidade

Pare de taggar pessoas em publicações para aumentar o seu reach. Ninguém gosta de se publicidade intrusiva.

Vai um bocado de publicidade intrusiva?

Camila Porto diz que chega ao ponto de excluir a pessoa e denunciar a conta dela quando se depara com estas situações. Esta forma não-ética de promover uma marca merece, também na nossa opinião, respostas tão extremas como a que ela confessa. Estar no Facebook (e no digital, em geral, acrescentamos) é ser não-intrusivo e «estratégias» destas são extremamente invasivas quanto à experiência que a pessoa afectada escolhe ter quando está a circular pela rede social.

Ninguém vai para o Facebook para ouvir falar da sua marca, do seu produto, das suas promoções, propriamente. Portanto, faça por ser procurado e não se meta no meio das conversas que os seus públicos estão a ter com postagens totalmente centradas em si e nos seus objectivos e não nos deles. O que nos leva ao seguinte ponto:

Falar muito de si ou falar tudo

Nem tudo o que podemos postar deve ser postado. O exemplo usado pela oradora foi algo extremo (um pai que revela ao mundo, através do Facebook, que a sua filha teve a sua primeira menstruação – ver imagem) ao ponto de querermos acreditar que tal nunca aconteceu realmente. Mais uma vez, estamos a falar de bom senso, mas a linha pode ser ténue, às vezes, em casos muito menos extremos.

Mesmo o que é mais bem intencionado, pode ser claramente de mau tom

Mesmo o que é mais bem intencionado, pode ser claramente de mau tom

[Aliás, todo este tema dá-nos azo a fazer um parêntesis: na nossa opinião – não da oradora, sublinhamos e isto é tão pouco consensual, que a própria oradora admite opiniões diferentes da dela e nós também – um perfil de Facebook é um canal pessoal que deve ser mantido o mais estanque possível – apesar da extrema dificuldade que isso exige – do lado profissional da pessoa: quer do lado de quem gere, quer do lado de quem o segue.

Acreditamos que o erro de estratégia começa quando se tenta fazer do Facebook uma «colher para todo o serviço» e se esquece que o Facebook é, por definição, uma rede social mais descontraída e que tudo o que postamos nesta deve ser lido nesse sentido, deve ser entendido nesse contexto.

Desta feita, o que cada um posta no seu perfil de Facebook, especialmente quando não ofende o limite da legalidade e do bom gosto (como o exemplo que ela referiu ofende), apenas diz respeito a si e a todos aqueles que estão associados à pessoa. O que é uma questão muito diferente daquilo que uma marca posta na sua página de representação.

Por isso mesmo e até para evitar estas questões, só deveríamos procurar ligar-nos ou aceitar ligações de pessoas que estejam alinhados com esse contexto pessoal, por mais que seja simpático dizer-se que alguém é “como um amigo”, ao ponto de fazer parte do número de pessoas que têm acesso ao nosso Facebook, quando, na realidade, essa pessoa interage mais connosco ao nível profissional, apenas.

O Facebook, dada a sua informalidade, é o pub das redes sociais

O Facebook, dada a sua informalidade, é o pub das redes sociais

Se pretendem uma imagem ilustrativa, vejam o Facebook como a vossa mesa de café, o pub onde vão descontrair com amigos e o LinkedIn como o vosso escritório. Se conseguem manter as duas performances em simultâneo, abram o vosso Facebook a qualquer um.

Mas se o vosso trabalho é de uma austeridade que, de alguma forma percebem que impõe que seja melhor não haver contacto desta esfera com a vossa vida pessoal, onde têm todo o direito de serem quem são, das duas uma: ou mantêm os vossos públicos bem separados por plataformas ou então, seguem o conselho da oradora e medem muito bem o que postam antes de o fazer. Uma solução de compromisso, que ela também refere, é fazer uso das definições de privacidade para gerir melhor quem tem acesso ao quê.]

Pense antes de postar ou comentar

Cuidado com o que diz ou posta na internet: tudo o que fazemos nela é eterno

Na net, tudo é eterno e mais ou menos público

Lembre-se que tudo o que coloca na net é eterno. Verifique se quer ser avaliado por algum conteúdo que partilhado hoje, pode vir a trazer-lhe problemas no futuro. Nada é apagado da net, realmente e uma vez tornado público, no meio digital, deixa de ser unica e exclusivamente domínio nosso e escapa definitivamente ao nosso controlo.

Nessa lógica, o que pode ser partilhado, então?

Em jeito de súmula do que até aqui foi dito quanto a este primeiro erro, Camila Porto sugere:

  • Usar o facebook como uma plataforma para mostrar seu trabalho, sua evolução
  • Compartilhar conteúdo relevante para as pessoas que te seguem
  • Criar um posicionamento sobre o seu mercado
  • Utilizar os recursos de privacidade

Continue a ler, para saber mais:

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A próxima conferência a ser libertada é do Paulo Colaço, com o nome “Escrever discursos: passar a mensagem“. Subscreva agora, para poder receber as notas desta e das restantes conferências que iremos cobrir.

 

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