ClickSummit, 2014, 20 de Novembro: André Novais de Paula – Os 5 passos para o sucesso em email marketing (página 2)

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Continuando no tema das bases-de-dados, André Novais de Paula debruça-se justamente sobre a questão que tanto assola a quem quer servir-se desta ferramenta, o email marketing: como construir uma base-de-dados, como recolher dados.

O orador dá seis sugestões possíveis:

  • Subscrição do site
  • Landing pages
  • Redes sociais
  • Passatempos e concursos
  • Cartão de fidelidade
  • Acções físicas

Ainda sobre o ponto dos formulários a utilizar para conquistar estes mesmos contactos, ele volta a referir a importância de pesar-se o pragmatismo dos dados que se estão a pedir às pessoas. Pedir dados para este efeito não pode ser o mesmo que preencher uma ficha de cliente: podemos pedir o nome e o email, alguns interesses, para ajudar a segmentar o público e perceber como melhor alinhar as ofertas, mas tudo o que passe para além disso, corresponde a aumentar o risco. Só o simples facto de se pedir o nome pode logo, automaticamente, reduzir o número de subscritores.

Excerto do formulário de subscrição do Blogue Comunicação Empresarial PT

Excerto do formulário de subscrição do Blogue Comunicação Empresarial PT, com uma única pergunta de subscrição

Como regra, ele pede-nos que percebamos a questão neste molde: quanto mais dados pedimos, maior terá de ser o valor que estamos a entregar às pessoas, em retorno. Novais de Paula ainda lembra a importância de alimentar constantemente a base-de-dados e, nesse sentido, o valor inestimável dos CTAs (calls-to-action, chamadas de incentivo), para levar as pessoas a comprometerem-se com o processo e aceitarem dar os seus dados, para receberem, por exemplo, uma newsletter.

Exemplo de um call-to-ation a incentivar o download de um ebook gratuito sobre gestão de páginas de Facebook

Exemplo de um call-to-ation a incentivar o download de um ebook gratuito sobre gestão de páginas de Facebook

Um dado importante a tentar captar: a origem de onde surge o próprio registo, que revela muito do próprio utilizador e ajuda-nos a perceber onde será melhor concentrar esforços de captação de leads ou até possíveis clientes.

O formador ainda avançou com um dado interessante: os pop-ups de subscrição, sendo irritantes como qualquer pop-up, têm, ainda assim, altas taxas de conversão (subscrição).

Tentamos chegar até ao orador para perceber se este tipo de subscritor se revelava posteriormente uma boa lead, isto é, se uma vez esta pessoa, tendo subscrito quase por impulso – pois é esse efeito que o pop-up procura capitalizar – se efectivamente abria os emails que recebia entretanto, se comprava, etc. ou se o impulso inicial não gerava posterior engajamento, mas não conseguimos obter resposta do mesmo.

Exemplo de pop-up de subscrição

Exemplo de pop-up de subscrição

Top Tip #2

Nesta altura, aparece a segunda Top Tip: A. N. de Paula sugere que se proveite as páginas de agradecimento pela subscrição e o email de confirmação para continuar a conversa com o recém-subscritor, sugerir, por exemplo, outros conteúdos – um ebook, um whitepaper, artigo, demo, etc. [Aproveitando a deixa, permitam-nos referir que os subscritores da nossa newsletter via email – e não via WordPress – repararão que recebem, de imediato, um ebook, em pdf com as nossas sugestões de leitura. Subscreva também e receba essa oferta]

2. Boas práticas

Entramos, portanto, no segundo ponto da segunda conferência do primeiro dia do Clicksummit. Em primeiro lugar, André Novais de Paula salienta o valor da estratégia. O email marketing não é mais do que uma parte de um todo e toda a marca tem de estar alinhada, nas suas várias manifestações, com todas essas partes falando a uma só voz.

Falar em estratégia implica também falar de uma correcta e disciplinada calendarização de conteúdos – um plano editorial – que nos permite respeitar as datas e frequência de envios com que nos comprometemos, segundo os nossos próprios objectivos, tentando sempre projectar o mais possível no tempo, tendo em conta os momentos-chave que sabemos que terão necessariamente de ser mencionados (exemplos: efemérides da marca, épocas características para a indústria, como o Natal, o Carnaval, etc.).

Um correcto plano de objectivos permite-nos saber também que tipo de envios terão de ser feitos, desde a tradicional campanha/newsletter, até aos conteúdos meramente editoriais (notícias), passando pelos envios de conversão e promoção mais directa.

É importante calendarizar os conteúdos

Ainda dentro das boas práticas, convém pensar no próprio layout do email como parte de toda esta questão: estes devem ser responsivos (isto é, adaptáveis aos vários tipos de ecrãs), com orientação tendencialmente vertical, com os logótipos do lado esquerdo.

Os clientes de email não são todos iguais e, o serviço Outlook, por exemplo, tende a cortar os emails do lado direito: para visualizar o que está escondido, o leitor tem de ele próprio procurar o que está a fugir do ecrã e as pessoas, tendencialmente, preferem não ter de o fazer. Ainda sobre como utilizar imagens, o orador sugere que se use imagens com dimensões entre 500px e 600px, no máximo, com 72dpi.

Em termos de relação texto/imagem, ele lembra que é o copy (o texto) o que vende, portanto, e não obstante o Gmail já não bloquear imagens, a prática de colocar o conteúdo todo numa única imagem, mesmo que com hiperligações, é totalmente desaconselhada – nem toda a gente usa Gmail e isto pode aumentar o rating de spam score da nossa lista noutros clientes, que considerem tal prática suspeita, já que foi historicamente usada por spammers para furar os filtros deles. A melhor relação será 40% para texto versus 60% de texto.

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A próxima conferência a ser libertada é do Paulo Colaço, com o nome “Escrever discursos: passar a mensagem“. Subscreva agora, para poder receber as notas desta e das restantes conferências que iremos cobrir.

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