5 sugestões para criar uma equipa de excelência

Formas «económicas» de melhorar o espírito e a produtividade da sua equipa e ser um líder de excelência

 

Ser líder: aprender com os outros e inspirar

Ser líder: aprender com os outros e inspirar

 

A desculpa de algibeira da maioria dos patrões nacionais para não implementarem boas práticas internas é “não tenho dinheiro para andar a dar aumentos e regalias”. Bem, sabe, os seus funcionários também são pessoas. Tal como você, eles têm o desejo de se sentir valorizados. E existem outras coisas que pode fazer por eles que podem ter um impacto profundo na sua organização e no seu desempenho e que não passam directamente por gastar mais dinheiro com eles.

  • Aprenda a delegar-lhes tarefas. Aprenda a confiar neles. Seja fonte de poder e não tente retê-lo todo nas suas mãos, porque é o caminho mais curto para não o ter. Se os tratar como crianças, eles vão agir como tal. Se os tratar como adultos capazes, eles não o quererão deixar ficar mal. Distribua poder, e eles não podem viver sem si.
  • Os seus funcionários têm a possibilidade de progredir, na sua empresa? Há formações, aumento de competências, pelo menos? Pense em criar programas de valorização em áreas que eles querem conhecer melhor. Vai estar a fazer funcionários mais felizes e ainda mais capacitados. Quem ganha, é você.
  • Também eles gostam de ver o seu trabalho reconhecido. Faça um quadro de honra. Ninguém gosta de ficar para trás ou perder, nem que seja a feijões.
  • Não há nada que enalteça mais um funcionário do que o seu patrão conhecê-lo: saber o seu nome, perguntar pela sua família, acompanhar os seus problemas, felicitá-lo pelas efemérides. Dá trabalho? Sim. Vale a pena? É o mais essencial que você pode fazer para ser bem sucedido.

Sabe porquê? Porque se quer que os seus funcionários dêem “aquele passo extra”, você vai ter de fazer o mesmo. Vai ter de ser mais do que o “homem do dinheiro”, o “patrão” ou nomes até menos decorosos. Vai ter de ser o líder.

  • Já falou com os seus funcionários? Então, o que o faz pensar que os conhece assim tão bem? É vidente? Então, não tenha medo de lhes perguntar de que modo é que poderiam fazer do espaço em que todos coabitam, nem que seja por aquelas horas, se torne um espaço melhor. Se não tem realmente dinheiro, exponha a situação. Eles podem pensar numa outra forma de os compensar que eles querem. Mas se não falar… como pode saber?

As ideias não acabam certamente aqui. Tente perceber de que modo é que consegue acrescentar valor à vida dos seus funcionários, se quer que eles façam o mesmo e estabeleça um claro elo de ligação entre o benefício prometido e o trabalho que se pretende concretizado. Mas o que quer que estipule como incentivo, discuta de antemão com os seus empregados.

O exemplo da Google

Google

Gigante não só em lucros, mas também em responsabilidade social, a Google tem sido um exemplo de como esta não só não entra em choque com os objectivos económicos de uma marca, como ainda os potencia.

Há empresas, como a Google, que são exemplares neste aspecto: são imensos os exemplos de como a empresa é ergonómica, do ponto de vista ético e, acima de tudo, inteligente. A Google é das empresas com maior sucesso no mundo, por isso não pode dizer que isto é desperdiçar lucros.

Também não se engane dizendo que se tivesse o dinheiro da Google, também fazia o mesmo. Não invente desculpas: a Google chegou onde chegou porque tem esta postura.

O espírito de pertença é poderosíssimo: quando o funcionário sente que a empresa é sua, ele dá o “tudo por tudo”.

Pormenor de escritório da Google em Dublin

O espírito de pertença é poderosíssimo: quando o funcionário sente que a empresa é sua, ele dá o “tudo por tudo”. A Google levou a questão à letra e distribuiu parte das suas acções junto dos funcionários: se a empresa facturar, eles ganham obviamente com isso, também. Logo, eles trabalham com outro afinco.

Mais ainda, a Google sabe quem tem: sabendo do gosto particular dos seus engenheiros por bricolage, é capaz de criar uma sala para onde estes podem dirigir-se quando querem, para se espairecer um pouco e, quem sabe articular melhor aquilo em que andam a trabalhar, na sua cabeça – não negando a estrutura informal, mas, em vez disso, incentivando-a, criam uma equipa mais coesa, entrosada e motivada.

"Os seus funcionários não são uma despesa: são um investimento."

De igual modo, incorporam creches e espaços para animais de estimação, para que a empresa não apareça como algo alienígena, um mal necessário na vida das pessoas. Já nem falo das massagens e dos ginásios ou do sushi levado semanalmente aos escritórios.

Claro que todas estas actividades que acabo de referir custam dinheiro. Mas sabe porque compensam? Porque o essencial destas medidas não é o valor investido. Nada avança sem haver um estudo prévio. Eles observam os funcionários e perguntam-lhes o que é valioso para eles, de antemão.

Não decidem unilateralmente dar uma sala de fumadores a uma equipa de colaboradores, quando nenhum deles fuma. Nem colocam uma máquina de café num ponto onde as pessoas gostam é de chá. Assim, o dinheiro é sempre bem investido, porque o que sai dali, é realmente valorizado.

Disse "sushi à borla"? Onde é que me inscrevo?

Disse “sushi à borla”? Onde é que me inscrevo?

Repito: não precisa de gastar dinheiro, propriamente. Sabe como surgiu o Gmail, uma das ferramentas mais essenciais do ecossistema Google, actualmente? A Google permite a todos os funcionários que uma pequena percentagem do seu tempo de trabalho seja aplicado nos seus projectos pessoais.

Isto é uma lição muito importante: aproveite o capital intelectual da sua empresa e surpreenda-se com o que eles têm para lhe dizer. Perca o medo de descer da hierarquia e verá que deixa realmente de ser o chefe, para ser aquele que os inspira a fazer mais e melhor. Acima de tudo, lembre-se que uma cadeia vale pelo seu elo mais fraco: não permita que seja a sua equipa.

A Blip, um exemplo nacional

A Google não é o único caso de sucesso pela implementação de boas práticas face aos seus funcionários. Deixo-lhe aqui um vídeo promocional da Blip, uma empresa do Porto, que não tendo a dimensão da Google, adaptou a mesma atitude, à escala.

Se os seus funcionários sentirem que através de si, conseguem mais para as suas próprias vidas, eles não o largarão por outra proposta. Faça com que eles se apaixonem pelo seu sonho, participando dele, consigo. Isto não são palavras bonitas. Se você fosse funcionário, não dava tudo por tudo para manter um lugar destes?

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