Por o que é que se bate?

O tema de hoje é Personalidade Organizacional

 

Uma empresa não é números, mas pessoas

Até agora, temos estado a falar do grande âmbito da realidade organizacional.
A literatura empresarial tende a deformar a nossa visão sobre aquilo em que isso se traduz. Muitas vezes, quando falamos no que consiste uma empresa, por exemplo, falamos em termos de bens, capital, valor em Bolsa, lucros, etc. esquecendo que esses parâmetros são consequências e não a essência do que a empresa realmente é.

Confunde-se os fins para os quais a empresa foi criada (finis terrae, normalmente o lucro) com o que ela tem de mais atómico. Mesmo quando falamos de organizações sem fins lucrativos tendemos a cair no mesmo erro e até marcas pessoais são vistas pelo ponto de vista do que valem.

Para nós, a essência das organizações reside, antes de mais, naqueles que estão nela integrados – nas suas pessoas.

Em Comunicação Empresarial, porém, pensamos de outro modo e vamos um pouco mais além, um pouco mais a fundo. Para nós, a essência das organizações reside, antes de mais, naqueles que estão nela integrados – nas suas pessoas. Na realidade, todos os que possam ter interesse nela, mas por agora, vamos fechar um pouco o âmbito ao que é interno à organização.

É por isso que quando começamos por falar em realidade organizacional não nos temos focado nos aspectos materiais da marca, mas na sua alma, naquilo que se poderia chamar a personalidade organizacional.

Quando começamos por falar em realidade organizacional não nos focamos nos aspectos materiais da marca, mas na sua alma, naquilo que se poderia chamar a personalidade organizacional.

É por isso que estivemos a falar em comportamentos – que são o que é realmente observável – e nas atitudes, que determinam os comportamentos que observamos e não em maquinarias, valores contabilísticos, etc.

Também falamos de pressupostos, resultantes da experiência e do quanto eles também determinam esses mesmos comportamentos, ao interferirem nas atitudes com que as pessoas de uma dada organização se predispõem a resolver problemas numa dada organização. Porque é nestes elementos que conseguimos primeiro compreender que tipo de cultura e personalidade organizacional se vive ali.

É baseado no que mental, emocional, animicamente uma organização é que podemos ancorar a sua comunicação toda, já que esta consolidação de identidade começa por ser feita, antes de mais, numa lógica de dentro para fora.

É preciso ter os alicerces todos bem definidos, para que todo o nosso esforço seja congruente com algo que é real e não uma mera cosmética.

É preciso ter estes alicerces todos bem definidos, para que todo o nosso esforço seja congruente com algo que é real e não uma mera cosmética. Como no já referido Fame & Fortune – How successful companies build winning reputations” é dito, sem autenticidade não pode haver uma real transparência, nem se pode construir credibilidade ou confiança, que gerem uma reputação autentica.

“Valores são o conjunto de características de uma determinada pessoa ou organização, que determinam a forma como a pessoa ou organização se comportam e interagem com outros indivíduos e com o meio ambiente.”

Bem, além dos pressupostos, existe outro elemento que as pessoas carregam consigo e que trazem para o conglomerado que é a alma da organização e que vai ter impacto directo nas suas atitudes (portanto, nos seus comportamentos e, no global, nos da organização): os valores. E o que é um valor?

"Valores são o conjunto de características de uma determinada pessoa
 ou organização, que determinam a forma como a pessoa ou organização 
se comportam e interagem com outros indivíduos e com o meio ambiente."

No fundo, os valores são os elementos mais nucleares em que baseamos a nossa maneira de estar, a nossa filosofia de vida, a nossa postura perante o mundo que nos rodeia e a forma como interagimos com ele – isto é, como resolvemos problemas que nos são colocados pelo meio – ou aquilo pelo qual nos batemos.

A Gestão de Reputação é um quebra-cabeças que envolve inúmeras variáveis

As empresas, como vimos, são entidades vivas, com alma e comportamentos – logo, também assentam em valores. Sobre os valores organizacionais, pretendo falar mais à frente. Porém, é importante salientar este aspecto, antes disso: quando duas entidades (sejam elas colectivas ou individuais) interagem, quanto mais próximos forem os seus valores, mais tendência terão em colaborar.

Não gostamos de trabalhar com aqueles que não partilham dos nossos valores, princípios, objectivos. De igual modo, as sinergias obtidas por interagirmos com outros que partilham dos nossos valores tendem sempre a ser mais produtivas.

Para que a máquina funcione oleadamente, é importante que haja uma certa consonância, para que haja harmonia e se faça a melodia.

É por isso que, para além do que já dissemos, é importante que um gestor compreenda quais são os valores pelos quais cada um dos seus funcionários e departamentos se pautam. Para que a máquina funcione oleadamente, é importante que haja uma certa consonância, para que haja harmonia e se faça a melodia, (como referem Miguel Pina e Cunha & Arménio Rego).

E isso só é possível de se obter investigando, de modo a que o gestor possa orientar a sua teoria com a teoria em acção presente na organização que gere. Quanto mais alinhados estiverem os valores organizacionais, departamentais e pessoais, mais longe a organização irá, pois estão todos a partir de fundos ideológicos semelhantes.

Não faz sentido imaginar um grupo de pessoas como sendo produtivo, quando cada uma tem uma metodologia diferente, os objectivos de todos são inconciliáveis ou os seus valores não são minimamente coincidentes.

Pergunta: em que valores assenta a sua filosofia de vida, leitor?

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