Falando para o público

Explorando a ideia de “Comunicação” ao contexto das marcas e seus públicos-alvo

 

No artigo anterior afloramos a questão da Reputação. Antes de entrar nesse tema mais a fundo, penso que seria interessante fazer um breve desvio sobre a temática dos Públicos-alvo.

Interagir é estabelecer um diálogo, uma ponte, entre duas vontades

A Comunicação Empresarial, como, aliás, qualquer Comunicação, pressupõe a existência de pelo menos dois interlocutores – neste caso, a entidade em foco e todas as outras com as quais ela interage, voluntariamente ou não.

Essas outras entidades, também chamados públicos-alvo, são os vários grupos que a entidade quer influenciar a seu favor, pois, antes de mais, necessita destas para cumprir os seus objectivos, directa ou indirectamente.

A essa teia estabelecida entre essa entidade e os seus públicos-alvo poderíamos chamar contexto comunicacional. Ele pressupõe não só as entidades, mas também os canais e as linguagens que utilizam para interagir, a dinâmica que estabelecem, etc.

 Cada entidade encontra-se no centro de um conjunto de relações com um conjunto definido de outras entidades (os seus públicos-alvo)


Cada entidade encontra-se no centro de um conjunto de relações com um conjunto definido de outras entidades (os seus públicos-alvo)

Os públicos-alvo variam conforme a entidade em foco e os objectivos a que ela se propõe, assim como a posição que os interlocutores tomam relativamente à entidade e as respectivas dinâmicas que estabelecem entre si.

Exemplificando: enquanto uma entidade Governamental pode ser um cliente para uma empresa, para outra, pode ser uma entidade reguladora; os clientes de uma empresa podem ser os fornecedores de outra; os fanáticos de uma marca podem ser os detractores da concorrente desta; uma organização que pode ser fulcral para a estratégia de uma empresa, pode chegar a ser completamente indiferente para uma terceira e assim sucessivamente.

A primeira tradução prática da actividade de um gestor de Comunicação Empresarial é compreender a vida anímica de cada um dos interlocutores, isto é, a vida anímica da sua organização e a de cada dos seus públicos-alvo.

Tendo presente que cada um desses públicos-alvo é uma entidade por si mesma, com vida anímica própria, isto é, personalidade, pensamento, atitudes, torna-se fácil perceber que ela tenha os seus desejos específicos, os seus comportamentos característicos, as suas próprias expectativas.

Para poder cumprir o tal propósito de gerir a reputação de uma dada entidade, a primeira tradução prática da actividade de um gestor de Comunicação Empresarial é compreender a vida anímica de cada um dos interlocutores, isto é, a vida anímica da sua organização e a de cada dos seus públicos-alvo, para que possa alinhar os objectivos e conduta daquela, com as expectativas destes.

Para quê? Para criar mais Valor para a entidade em foco. Mas isso… fica para uma outra ocasião.

Leitor: que diferenças pode haver entre falar com uma só pessoa e uma organização?

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